Maio Laranja: Mês do combate à exploração sexual e o abuso infantil

Maio Laranja: Mês do combate à exploração sexual e o abuso infantil

20/05/2020

Desde 2000, maio é considerado o mês da luta contra a exploração sexual e o abuso de crianças e adolescentes. O mês foi estabelecido por causa da criação do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) no Brasil, há mais de 30 anos.

Especificamente, dia 18 de maio é o dia nacional desse combate. A data foi designada devido a um caso de abuso sexual de 1973, ocorrido em Vitória, no Espírito Santo, e conhecido como “Caso Araceli”.  A menina chamada Araceli era uma criança de 8 anos, que foi sequestrada, estuprada e posteriormente assassinada por homens de classe alta.

Nesse cenário, é necessário refletir sobre a importância da luta nessa área, visto que de acordo com a Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, cerca de 320 crianças são abusadas a cada 24 horas, e ainda, da totalidade do número de vítimas de estupros no país, 70% é formada por esse público.

Dados e estatísticas

Em uma pesquisa realizada pelo Ipea, foi revelado que cerca de 24% dos agressores das crianças são os próprios pais ou padrastos, e aproximadamente 32% são amigos ou conhecidos das vítimas. Esse dado mostra que o abuso pode ocorrer majoritariamente em âmbito privado e na própria casa; por isso, é muito difícil haver a identificação desses atos, já que a maioria dos casos há ameaças.

Segundo os dados da Organização Childhood, 88% dos agressores são do sexo masculino, e na maioria das vezes tratam-se de tios, pais e avôs.

No gráfico abaixo, você poderá ver dados detalhados dos casos no Brasil, nos últimos anos:

Fonte: G1

O infográfico foi construído pelos jornalistas do G1 há dois anos, porém, de acordo com os dados dos outros órgãos, no ano de 2020 não houve melhorias.

Com base no gráfico, a maioria das vítimas são do sexo feminino, e a maioria delas não conseguem esquecer as agressões por um período de um ano.

Você já deve ter percebido a gravidade desse assunto atualmente, e nesse mês de conscientização, é fundamental que haja mobilização e luta contra o abuso sexual infantil.

Como reconhecer sinais de exploração sexual infantil?

Para ter consciência das atitudes a serem tomadas e medidas de prevenção, é importante que você saiba quais os principais sinais e “avisos” que uma criança e adolescente podem transparecer no caso de estarem sendo abusados sexualmente. Confira:

1- Brincadeiras sexuais persistentes:

  • falando especificamente das crianças, muitas delas possuem um comportamento bastante característico, pontuado por insinuações e brincadeiras relacionadas aos genitais, ilustrações desses órgãos também, ou até mesmo a menção ao assunto frequentemente, sem que se dê conta do que realmente é.

2- Queda repentina do desempenho escolar:

  • sintoma observado tanto nas crianças quanto nos adolescentes, a falta de interesse ou péssimo desempenho nas notas e nos estudos pode também ser um sinal de abuso sexual. É evidente que esse tipo de agressão não afeta apenas a parte física da vítima, mas também emocional e psicológica; e por isso, atividades normais para a idade – como a escola – são vistas como algo desanimador.

3- Medo de adultos do sexo oposto ao seu:

  • o medo é característico nesses casos, uma vez que além dos abusos, o agressor pode tratar a situação na base das ameaças. Por isso, se a criança ou o adolescente demonstrar extremo medo por adultos do sexo oposto ao seu, também pode ser um sinal de exploração e agressão sexual.

4- Isolamento social e dificuldade de construir relacionamentos:

  • crianças extremamente quietas, tímidas, ou com o costume de colocar a culpa em si nas mais diversas ocasiões, além de serem extremamente submissas, geralmente possuem muita dificuldade em construir amizades, e até mesmo um relacionamento saudável com os pais. Muitas delas permanecem fechadas até a vida adulta, e possuem grande dificuldade em confiar nas pessoas; uma das consequências do abuso.

5- Hábitos e segredos:

  • boa parte das vítimas costumam guardar segredos sobre praticamente tudo, e não compartilham sobre o seu cotidiano com outras pessoas. Além disso, ainda apresentam hábitos desregulados e anormais, no âmbito da alimentação (comem demais ou de menos) e até mesmo na aparência, negando-se a se vestirem apropriadamente ou até mesmo tomar banho e cuidar da higiene pessoal.

Com base nisso, você pode tomar algumas atitudes com o objetivo de prevenir esses casos e lutar contra esse mal terrível que acomete essa parcela da população, que acaba crescendo com traumas e um desenvolvimento traumático.

Quer ajudar na luta contra a exploração infantil?

Segundo as recomendações do Conselho Tutelar, o ideal a se fazer em casos de observação desses sintomas, é conversar com a criança, e incentivá-la a contar das agressões. Entretanto, como já mencionado, muitas dessas crianças podem não responder às perguntas levantadas e insistir em guardar segredos ou permanecerem fechadas.

Nesses casos – que podem até caracterizar a maioria – recomenda-se que haja o envolvimento de órgãos e profissionais especializados na área, como os Centros de Assistência Social e os Conselhos Tutelares.

Em síntese, denuncie até mesmo as suspeitas, para que as crianças e os adolescentes sejam protegidos e possam sair dessa situação opressiva.

Disque 100!

Cursos voltados para o auxílio nessa área

Existem alguns cursos voltados para a área da educação, do serviço social e da saúde que podem auxiliar nesta esfera da exploração sexual . A UniBF oferece diversas pós-graduações e cursos de extensão designados a formar profissionais qualificados, tanto na área psicológica, quanto física do ser humano.

Curso de pós:

Assistência Social e Saúde Pública

Direito da Criança e do Adolescente

Psicologia da Saúde

Cursos de extensão:

Gestão, planejamento em saúde e assistência social

Puericultura e Saúde da Criança

Acima foram expostos apenas alguns cursos na área, porém, você pode ter acesso a muito mais aqui no nosso site! Entre em contato conosco e seja um agente de transformação no combate ao abuso sexual infantil!

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