Mulheres na educação: Dia nacional da mulher

Mulheres na educação: Dia nacional da mulher

05/05/2020

As mulheres possuem destaque nas mais diversas áreas, e deixaram de estar limitadas ao âmbito privado há muito tempo. Segundo o Censo Escolar de 2018, estimou-se que 80% dos 2,2 milhões de docentes da educação básica brasileira são do sexo feminino; isso é, a grande maioria do time dos educadores nacionais, são as mulheres!

Segundo Margaret Fuller – jornalista e defensora dos direitos da mulher – em sua frase inspiradora: “Se você tem conhecimento, deixe os outros acenderem as suas velas nele.” o conhecimento precisa ser compartilhado; e nesse artigo, iremos homenagear essa atitude.

Caso você ainda não saiba, no dia 30 de abril foi comemorado o dia nacional da mulher, e sendo elas as componentes essenciais para o desenvolvimento da educação no Brasil, resolvemos criar esse conteúdo para explanar algumas heroínas nacionais que contribuíram nessa área. Confira:

* Mariazinha Fusari

Maria Felisminda de Rezende e Fusari (1940-1999) foi professora universitária na USP (Universidade de São Paulo). Além de doutora em Psicologia Educacional, foi considerada – e é, até hoje – um dos grandes nomes para o campo da Educomunicação.

Sua pesquisa de mais relevância teve como objeto a relação e os impactos entre os meios de comunicação e as crianças, o que desencadeou um rico estudo sobre as mídias digitais na formação dos professores.

Ademais, sua produção científica influenciou – não só o estado de São Paulo – mas o país inteiro.

* Êda Luiz

A pedagoga Êda Luiz, que também desempenhou a função de professora por 35 anos, foi a responsável pela criação do projeto educacional CIEJA, uma instituição de ensino básico focada nas necessidades dos alunos.

Ao chegar em Campo Limpo (SP), a pedagoga logo deu início a um processo de reconhecimento dos espaços de mobilização já existentes no bairro onde a escola está inserida e, com isso, aproximou-se dos moradores, para que, assim, as atividades escolares estivessem em diálogo constante com as iniciativas já em curso na comunidade.  

Dessa maneira, Êda se destacou não só na educação, mas também no âmbito social; ao priorizar o ensino de crianças e adultos necessitados.

* Clarice Lispector

Chaya Pinkhasovna Lispector (1920-1977), naturalizada brasileira já aos 2 meses de idade, ganhou o nome Clarice. Lispector foi escritora e jornalista, além de ter sido considerada um dos maiores nomes da literatura brasileira na história.

A escrita de Clarice é singular por conter uma forma intimista e processos de epifania; além de ter construído mais de 15 obras de sucesso, como A Hora da Estrela, por exemplo, seus livros revolucionaram a literatura nacional e instigaram a sociedade – não só de sua época, mas também a de agora – a um pensamento mais rico e crítico, e isso envolve os textos jornalísticos da autora também.

As obras de Lispector estão inseridas em praticamente todas as matrizes curriculares – do ensino básico ao superior – visto que a escritora possui tanto obras de literatura infantil, quando obras filosóficas e existencialistas.

* Nísia Floresta

Nísia (1810-1885) foi uma das pioneiras na luta pela educação das mulheres no Brasil; e estudou em um convento de carmelitas em Pernambuco, onde teve contato com ideais liberais.

Foi educadora, escritora, feminista e abolicionista, além de ser uma grande expoente na escrita dos direitos das mulheres, quando fundou uma escola para meninas no Rio de Janeiro.

Inclusive, seu primeiro livro foi publicado aos 22 anos, e intitulado: “Direitos das mulheres e injustiça dos homens”, já que Nísia vivia em meio ao II Reinado, período em que as mulheres eram amplamente discriminadas.

Devido a todos esses fatores, Nísia Floresta foi considerada a primeira educadora nacional, defensora ao acesso da educação científica por parte do público feminino.

* Cecília Meireles

Cecília Benevides de Carvalho Meireles (1901-1964) nasceu no Rio de Janeiro, e é nomeada pelos brasileiros de “Poeta Maior”. A escritora também desempenhou as funções de educadora, tradutora, cronista e folclorista.

Sua principal contribuição foi na esfera da cultura brasileira, já que seus poemas foram um marco para a literatura, e são estudados até hoje em todas as escolas. Um dos destaques foi seu livro Espectros, cuja magnificência impactou a sociedade nacional – e também internacional – pois seus livros foram traduzidos para os mais diversos idiomas.

Cecília recebeu o prêmio Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras, e além de brilhar como poeta, ela também atuou como diretora de escola, no Rio de Janeiro.

* Lygia Fagundes Telles

Lygia de Azevedo Fagundes (1923-) é um dos principais nomes do pós-modernismo brasileiro, e escreveu diversos contos e romances de renome. A autora tem destaque por explorar em suas obras, tanto a psicologia feminina, quanto a narrativa intimista, característica de seus contos.

Lygia foi a primeira mulher brasileira a ser indicada ao Prêmio Nobel da Literatura, e sua contribuição cultural resultou em várias adaptações para o cinema, novelas e peças de teatro.

A escritora é considerada a “Primeira Dama da Literatura” e foi uma das revoluções do século XX, pois suas obras incentivaram as mulheres brasileiras a lutarem por seus direitos e desenvolverem o intelecto.

* Nise de Silveira

Nise (1905-1999) foi uma psiquiatra alagoana, cujo trabalho revolucionou o tratamento dos doentes mentais no Brasil.

A médica se rebelou contra os tratamentos violentos de choque, e defendeu a humanização para a cura da “loucura”, que usava majoritariamente da arte para tratar os pacientes.

Sua principal contribuição pode ser vista no Museu de Imagens do Inconsciente – localizado no Rio de Janeiro – cujas obras fizeram parte do tratamento dos pacientes esquizofrênicos da doutora. Nise é considerada uma das mulheres pioneiras na psicologia, e ao se formar em medicina, no ano de 1926, era  a única mulher em uma turma de 157 alunos.

Inclusive, a história dessa heroína foi retratada no filme “Nise – O coração da loucura”, onde a vida da psiquiatra foi homenageada.

* Maria Victória Benevides

Maria Victoria de Mesquita Benevides Soares é uma socióloga de destaque no Brasil. A estudiosa tem especialização no  campo da Ciência Política e do Direito, bem como nos temas da História Política brasileira e da Educação.

Além de ter sido diretora e pesquisadora sênior do Centro de Estudos de Cultura Contemporânea – CEDEC- de 1977 a 1985, também atua como professora universitária na USP, onde leciona a disciplina de sociologia e oferece cursos sobre democracia e direitos humanos.

Maria é considerada militante dos direitos humanos, e participa de órgãos públicos e entidades civis voltados para essa área.

* Elisa Frota-Pessoa

Elisa (1921-2018) foi uma das primeira mulheres formadas em Física no Brasil; além de ter se formado em Engenharia e Filosofia. A cientista foi um dos grandes nomes para a contribuição da educação nacional, ao entrar para a faculdade em um curso considerado por todos uma “carreira de homem”.

Ela participou de um passo importantíssimo na institucionalização da Física no país, pois contribuiu, em 1949, na fundação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). Ademais, Elisa foi detida durante o regime militar, mas não estagnou suas pesquisas, levando seus estudantes para outra universidade; após o período totalitário ter passado, foi readmitida no CBPF, onde continuou seu trabalho até se aposentar.

* Jaqueline de Jesus e Ester Sabino

Jaqueline e Ester são duas cientistas brasileiras, cujo trabalho foi a sequenciação do genoma do novo Coronavírus, esse ano.

Essas duas mulheres são pesquisadoras na USP, e tiveram essa grande descoberta utilizando a técnica trazida para o Brasil há quatro anos, durante o Zika Vírus.

Em suma, embora outros países tenham levado cerca de duas semanas para fazer o sequenciamento do coronavírus, as pesquisadoras brasileiras concluíram em dois dias; pois já houve a previsão de que cedo ou tarde, a doença chegaria no Brasil.

A importância das mulheres no desenvolvimento da educação

Por fim, destaca-se a importância riquíssima do público feminino na educação nacional. Todas as mulheres citadas são apenas exemplos de um grupo enorme de heroínas, que não influenciaram apenas na área da educação, mas em todas as áreas.

Concluiremos com uma citação de uma das mulheres homenageadas, a escritora Clarice Lispector:

“E como nasci? Por um quase. Podia ser outra. Podia ser um homem. Felizmente nasci mulher. E vaidosa. Prefiro que saia um bom retrato meu no jornal do que os elogios.Tenho várias caras. Uma é quase bonita, outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo.”

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