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#SextouUniBF sobre a violência contra as mulheres

18 de dezembro de 2020

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A violência contra as mulheres é um dos males da sociedade que mais têm piorado durante a pandemia, por conta do isolamento social e das recomendações dos órgãos de saúde, para permanecer em casa.

De fato, as mulheres ainda são vítimas do preconceito motivado pelo sexismo, o que influencia diretamente no modo em que reagem às situações mais “comuns” do dia a dia, como pegar um ônibus, andar sozinha à noite ou se sentar em um local público.

Segundo os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, cerca de 90,2% das mulheres têm medo de sofrer violência sexual, ou ser vítima de qualquer tipo de assédio em ambientes públicos.

Esse número revela uma realidade extremamente desagradável: o mundo não é um lugar totalmente seguro para as mulheres, visto que atos violentos ainda predominam e provocam medo no público feminino, que por vezes é observado como “inferior”, por conta de um pensamento retrógrado e machista.

O dia 25 de novembro, foi considerado o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres. Ou seja, um dia para nos lembrarmos da importância da luta pelos direitos humanos e pelo fim da violência, bem como para alertarmos acerca dos cuidados que devem ser aplicados no cotidiano.

Neste conteúdo, traremos algumas informações e reflexões sobre a violência contra a mulher e a desigualdade social, que ainda é muito presente. Prepare-se para lutar conosco, e acompanhe esse conteúdo!

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Curiosidades Curiosas para os Curiosos de Plantão

No mês de novembro, foram divulgados os resultados de um levantamento realizado em Santa Catarina, com foco no segundo semestre de 2020.

De acordo com a Dpcamis (Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso) o número de feminicídios em SC passou de 45, apenas neste ano. Esse dado revela um aumento de 20% de assassinatos motivados por sexismo.

Além disso, a recorrência da violência doméstica também aumentou consideravelmente, em todo o Brasil.

Os dados do Ministério da Mulher registraram um aumento de 40% das denúncias sobre a violência doméstica contra as mulheres, durante a pandemia. Por conta da quarentena e o período maior de tempo em casa, a agressão tem se mostrado mais evidente.

Neste contexto, o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres é ainda mais importante, tendo em vista que temos motivos para lutar pela eliminação desse cenário triste, que tem se agravado.

Infelizmente, as curiosidades de hoje não foram agradáveis, mas geram um aviso que não podemos nos esquecer: a violência contra as mulheres deve acabar!

Luz, Câmera, Ação 

O cinema é, dentre tantas outras coisas, uma ferramenta de denúncia e geradora de reflexões, em especial relacionadas à sociedade em que vivemos.

Tendo como foco o tema que estamos tratando, existem muitos filmes excelentes para recomendarmos a você.

Todavia, a sugestão escolhida para esta semana mostra uma realidade - que, apesar de não ser comum exatamente desse modo - ainda é muito marcante nos tempos atuais: os relacionamentos abusivos.

Assista a:

O Quarto de Jack (2016)

O filme dirigido por Lenny Abrahamson e protagonizado por Brie Larson e Jacob Tremblay, foi uma das obras cinematográficas mais comentadas na época, tendo em vista sua mensagem, bastante forte, sem falar das atuações surpreendentes.

Em resumo, O Quarto de Jack conta a história de Joy e seu filho de 5 anos, Jack, que vivem em um único local todos os dias: um pequeno quarto, sem qualquer contato com o resto do mundo.

A mãe e o filho estão presos no quarto pelo “Velho Nick”, o criminoso que os mantém em cárcere. Joy, por sua vez, engravidou naquele mesmo local, quando foi capturada pelo homem, com apenas 17 anos de idade.

Como o mundo de Jack é apenas aquele quarto, sendo a única coisa que ele conhece, sua rotina é comer, brincar com a mãe e arrumar a pequena sala de 10 metros quadrados, a única coisa que conhece.

À noite, o garoto tem que dormir no armário, separado da mãe. As noites são protagonizadas pela mais profunda agonia, visto que o algoz, Nick, aparece todas as noites para estuprar Joy, enquanto seu filho dorme. Em troca disso, a dupla recebe apenas mantimentos para sobreviver.

O filme cria uma tensão e um certo desconforto, tendo em vista que é narrado pelo ponto de vista da criança, cuja visão é bastante limitada. 

violência contra as mulheres

O Quarto de Jack revela uma realidade bastante desagradável, e traz o tema da violência contra as mulheres com maestria, realizando uma denúncia social de tirar o fôlego.

Se você deseja refletir mais sobre o tema e observar algumas consequências que a violência e o sexismo trazem, deixamos essa sugestão!

Versos e Ensaios 

Como uma dica de leitura, separamos um livro que foi lançado no mês de agosto desse ano, como uma iniciativa da Câmara dos Deputados, tendo em vista o cenário da violência contra as mulheres e os dados entristecedores que já mostramos a você.

De modo geral, o livro foi desenvolvido como o primeiro da série “Lei Fácil”. Esse é um projeto nacional que visa simplificar a linguagem legislativa e gerar uma melhor acessibilidade para o povo.

Leia:

Violência Contra a Mulher (Câmara dos Deputados)

O exemplar possui poucas páginas e uma linguagem bem simples, ideal para qualquer pessoa, independente da sua escolaridade.

Além disso, seu conteúdo também é bastante fácil e com informações práticas, relacionadas às leis sobre a violência contra as mulheres e violência doméstica.

Dentre as parcerias, a iniciativa conta com o apoio do Instituto Maria da Penha, da Secretaria da Mulher e da Defensoria Pública do Distrito Federal.

O livro está disponível - de forma digital - na câmara dos deputados, gratuitamente. A ideia do projeto é justamente essa: disponibilizar a informação - que toda a sociedade precisa ter - de um modo geral, sem restrições.

Em resumo: recomendamos, com toda a certeza! Assim, você ficará por dentro da legislação do nosso país referente a esse tema e, caso perceber uma situação como essa, poderá fazer a coisa certa.

violência contra as mulheres

Faça você mesmo 

De fato, a luta pela eliminação da violência contra as mulheres não pode ficar apenas na teoria, mas deve ser colocada em prática.

Por isso, separamos uma dica que todos deveriam praticar, para que essa realidade desagradável seja extinta e as mulheres possam ter a sua liberdade, finalmente.

Observe, atente-se, não se conforme e denuncie!

Ao perceber que uma mulher está passando por uma situação como essa, sofrendo danos físicos ou psicológicos, atente-se a isso, não ignore!

Como sociedade, não devemos nos conformar com a normalidade e a frequência da violência contra as mulheres.

Sendo assim, não hesite em denunciar! Lembre-se que a mudança depende de você também! Disque 180!

Se Maria da Penha estivesse aqui, ela diria que…

“A vida começa quando a violência acaba”