Guia das carreiras: conheça as principais áreas da Administração!

Guia das carreiras: conheça as principais áreas da Administração!

21/02/2020

Algumas áreas profissionais em alta no mercado — como é o caso da Medicina e Engenharia, por exemplo — são muito específicas. No entanto, a primeira coisa que você deve saber sobre as diversas áreas da Administração é que nenhuma delas é assim.

O administrador é um profissional polivalente que adquire, ao longo da sua formação, uma ampla gama de conhecimentos. É verdade que, em certo momento, isso soou ruim para contratantes. No entanto, hoje sabemos que, em cenários de crise, as profissões técnicas ficam muito suscetíveis, não sendo raro que liderem os índices de desemprego.

As áreas que envolvem conhecimento mais geral, por outro lado, tendem a formar profissionais mais independentes. Eles chegam ao mercado de trabalho com um corpo de conhecimento sólido, que os coloca na posição de escolher e aprender.

Escolher áreas específicas para atuar — aproveitando seu conhecimento e adaptando-o a contextos diferentes — e aprender novas habilidades com base nas que já domina configuram a realidade do administrador de empresas.

Neste artigo, você vai compreender quais são as principais áreas da Administração, como é o mercado de trabalho para o administrador e como devem ser seus estudos para se adaptar a novos contextos tecnológicos. Leia até o fim!

1. O mercado de trabalho para administradores

Não é raro encontrar administradores de sucesso. Muitos deles são executivos de enormes organizações, e acabaram se dedicando exatamente à área que pleiteavam já quando chegaram à faculdade.

No entanto, muitos são também os casos daqueles que se dedicaram a atividades diferentes: abriram o próprio negócio, tornaram-se investidores e, em consequência disso, hoje prestam consultorias de investimentos e assim por diante.

Outros foram parar em setores de venda de grandes empresas — e hoje são gestores desses setores —, criaram soluções inovadoras e tornaram-se CEOs de startups, prestaram concurso para gestão pública, fizeram uma pós-graduação em marketing e passaram a se dedicar a essa área… Exemplos não faltam!

Algumas das principais atribuições de um administrador de empresas são maximizar lucros, diminuir custos, supervisionar a operacionalização de linhas de indústrias junto a engenheiros de produção e otimizar resultados.

A importância do administrador nas organizações

Essa descrição é a tal ponto abrangente que é possível dizer que absolutamente qualquer empresa precisa desses serviços. Claro, nem todas podem arcar com os custos do profissional e, nesses casos, não é raro que seja o proprietário a pessoa com um diploma de Administração.

Seja como for, quase nenhum empreendimento pode se dar ao luxo de funcionar sem a expertise de um administrador de empresas, e dados sobre o mercado de trabalho refletem essa afirmação.

A crescente busca por profissionais da área

Em 2018, foram contratados 12.441 administradores apenas no início do ano. Naquela época, o cenário no país já era de crise, e mesmo assim a busca por essa profissão crescia. Nas projeções da Revista Veja para 2019, consta que essa busca deve continuar crescendo.

Segundo a publicação, entre os administradores o perfil mais procurado é o de profissionais de Recursos Humanos, consultores de investimentos, especialistas em questões tributárias e gerentes de planejamento financeiro.

2. As áreas de atuação do administrador

Você deve ter notado que descrever todas as funções de um administrador pode ser exaustivo. Logo, nosso intuito neste tópico não é esgotar as possibilidades. Escolhemos falar apenas das profissões tradicionalmente seguidas pelos profissionais da área.

Se você já é formado em administração, é interessante saber que uma experiência em alguma dessas áreas pode enriquecer o currículo e abrir a sua cabeça para um universo de possibilidades.

Assim, recomendamos que, ao sair da faculdade, busque se empregar em alguma delas, entendendo de perto como é a rotina de um administrador de empresas. Depois, você pode recorrer ao um MBA executivo, por exemplo, para direcionar sua carreira.

Vamos falar sobre as opções de pós-graduação para administradores mais adiante. Por enquanto, fique com as áreas mais comuns de atuação e quais são as vantagens e atribuições requeridas.

Recursos Humanos

Em outros tempos, o RH de empresas só era acionado nos momentos de contratação e demissão de funcionários. À medida que as relações corporativas foram se tornando mais orgânicas, isso mudou.

Afinal, ele responde também pela adequação de um novo colaborador às regras e cultura de uma organização, e isso não se resume a um treinamento de algumas semanas logo que o trabalhador ingressa na função.

Assim, o profissional de Recursos Humanos, hoje em dia, deve planejar, colocar em prática e monitorar estratégias para tornar os trabalhadores mais produtivos e engajados. Em muitos casos, isso envolve um exercício de empatia.

Embora sejam áreas diferentes, o RH não deixa de ter o seu quê de gestão de pessoas e, nesse sentido, é muito importante para o profissional saber fazer exercícios de empatia no seu cotidiano.

O administrador que assume essa função deve ser criativo, ágil e bem instruído. Ele não pode ceder à visão negativa e mal-humorada de que “lidar com pessoas é muito difícil”. Na contramão disso, deve compreender que elas são o grande ativo de qualquer empresa, e que o crescimento só se dá com um grande time de colaboradores.

Gerência financeira

O profissional que se especializa na área financeira é um apaixonado por números e planilhas. Assim, se você pretende seguir por esse campo, saiba que vai lidar com orçamentos, planejamento de metas e objetivos financeiros, criação de relatórios, gerenciamento de folhas de pagamentos, confirmação de transações bancárias e outros.

O trabalho com as finanças envolve uma série de conhecimentos correlatos. Por exemplo, você vai precisar compreender para além do superficial a estrutura tributária a que a empresa está submetida.

Com base nela, vai precisar saber dialogar com contadores, por exemplo, de modo a encontrar soluções para diminuir essas cargas sem descumprir as leis. Além disso, será necessário prestar contas dos gastos aos gestores e realizar projeções de custos.

Pela importância do seu trabalho para a sobrevivência de um negócio, o administrador financeiro é talvez o mais bem pago entre seus colegas, e tem boas chances de crescimento profissional. Mas, como você já deve ter percebido, trata-se também de um trabalho de muita responsabilidade e pressão.

Estratégia

A análise estratégica nas empresas é vista com reservas por muitos. Isso é fruto da falta de informação de muitos gestores, que se perdem em questões operacionais e esquecem a importância do planejamento.

Ao criar estratégias para uma organização — principalmente se ela for de grande porte — você vai lidar com inúmeros desafios simultâneos, e vai precisar gerir bem essa quantidade de informações.

É necessário saber considerar diferentes públicos-alvo, avaliar a necessidade de contratação de fornecedores e distribuidores, receber relatórios sobre o uso de matéria-prima, pensar a abertura de vagas para novos colaboradores e muito mais.

Tudo isso em função de poucos objetivos: diminuir custos e aumentar os lucros, de modo que o preço do produto ou serviço que a empresa vende não dispare de uma hora para outra.

Em alguns casos, até a gestão de crises internas e externas acaba sendo objeto da atenção do administrador, já que elas afetam fortemente a estratégia.

Logística 

Tão ou mais complexa que as anteriores, a área de logística é um quebra-cabeças. O elemento-chave para o trabalho do administrador que se dedica a esse segmento é o tempo, que deve ser dividido e aplicado ao longo de uma cadeia de fornecimento e distribuição.

Assim, são assuntos da alçada da logística o tempo que cada fornecedor demora para liberar um produto já comprado, a entrega desse produto — se fornecedores mais próximos de você vendem mais caro, você deve pensar se o tempo compensa os custos, por exemplo.

Depois da entrega, existe o tempo médio para a transformação dessa matéria-prima naquilo que será vendido. Na sequência, sua preocupação se volta à cadeia de fornecimento, satisfação dos clientes com o prazo de entrega, a possibilidade de recalls e devoluções…

Clichês financeiros à parte, para o administrador que atua na logística, tempo é dinheiro. Então, o seu dia a dia é ficar às voltas com o controle de entradas e saídas de estoques, aumento da agilidade sem perdas de material no caminho e outros.

É bom lembrar que, se a empresa em que você for trabalhar vender serviços e não produtos, essa estrutura não fica menos complexa. Ela se torna, na verdade, mais subjetiva.

A área da administração voltada à logística pode ser excelente para pessoas dinâmicas que gostam de desafios e lidam bem com muitas tarefas ao mesmo tempo.

Marketing

Muita gente confunde essa disciplina com a propaganda ou publicidade dos produtos. Na verdade, ela engloba essas áreas, mas vai muito além das análises de mídia, por exemplo.

O marketing de uma empresa é uma competência estratégica. É função do profissional dessa área pensar quem é o público-alvo de uma empresa e quais são suas dores e necessidades que podem ser solucionadas por um produto ou serviço.

Depois, é necessário avaliar o mercado em volta: concorrentes, preço praticado, logística e outras questões que impactam a relação empresa/consumidor.

Nos últimos anos, o marketing digital ganhou enorme destaque, e trouxe estruturas e plataformas que conseguem simplificar de maneira assustadora o trabalho de análise de mercado e do consumidor.

Assim, métricas ficaram mais fáceis, a definição do público-alvo tornou-se mais específica e os processos de relacionamento com clientes e potenciais clientes foram quase todos automatizados.

Consultoria

Algumas empresas não podem se dar ao luxo de contratar um administrador, mas isso não significa que consigam sobreviver sem os conhecimentos da área de administração. A solução para esses casos é recorrer aos serviços de consultoria.

O administrador/consultor pode atuar como autônomo ou trabalhar para empresas especializadas, e o que muda nesses dois cenários é a metodologia. Trabalhando por conta própria, ele pode delimitar o escopo do seu trabalho como desejar.

Sendo um consultor de uma empresa, no entanto, vai precisar desenvolver habilidades em áreas que talvez não sejam suas favoritas.

Seja como for, o trabalho de consultoria é exatamente esse que o nome sugere: você será consultado sobre as boas práticas de gestão em empresas de diversos portes. Assim, vai ser contratado por um período para cortar gastos, otimizar processos e sugerir intervenções em procedimentos de contratação, por exemplo.

A consultoria é um tipo de serviço cujo sucesso depende enormemente da sua capacidade de gerar resultados, mas, também, de demonstrá-los aos gestores Então, tenha em mente que você será constantemente cobrado, já que boa parte dos clientes vai considerar (equivocadamente) o seu serviço como custoso.

Gestão pública

O gestor público é o administrador que resolveu seguir carreira em cargos municipais, estaduais ou federais. Ele é admitido por meio dos concursos públicos, e tem acesso a toda a estabilidade proveniente desse tipo de emprego.

Muito se tem discutido, na administração moderna, sobre a gestão pública, e há uma certa tendência de pensá-la da mesma forma como se pensa a administração privada. No entanto, vale lembrar que empresas públicas não têm como objetivo o lucro, mas sim o retorno dos investimentos à sociedade.

Essa relação parece sutil, mas muda completamente a linha de trabalho do administrador. A gestão pública demanda um corpo de conhecimentos à parte. Só para citar um exemplo, o profissional deve ser capaz de entender que atua em um sistema não unilateral.

Ou seja, enquanto a vontade do gestor de uma empresa é a palavra final em qualquer negócio da esfera privada, empresas públicas têm mais espaço para debates e discussões, inclusive com a participação da sociedade.

Isso torna o processo de tomada de decisões mais lento — e pode gerar impaciência se o administrador não entender a natureza do trabalho que deve desempenhar ali. Esteja preparado para sair da sua zona de conforto!

Gestão de pessoas

100% dos clientes são pessoas. 100% dos empregados são pessoas. Se você não entende de pessoas, você não entende de negócios.

Essa é uma frase conhecida no mundo dos negócios, comumente atribuída ao consultor organizacional Simon Sinek. É possível especular que Simon se dirija, com ela, aos profissionais que pensam na automação de seus negócios e imaginam que, com ela, será possível substituir a ação humana.

Há muito se discute se robôs e softwares vão roubar o emprego dos trabalhadores, e cada vez que há uma evolução científica, há também uma realocação da capacidade produtiva humana.

Nesse sentido, o trabalho da gestão de pessoas está longe de ser colocado em segundo plano, não havendo, portanto, muito contexto para afirmar que a atuação desse profissional vai ser afetada nos próximos anos.

Liderança e empatia são as aptidões mais importantes para esse tipo de gestor, e ele deve entender que o ato de gerir times, motivar e orientar colaboradores não é uma ciência exata. Logo, paciência também é muito importante.

Em alguns casos, será necessário lidar com demissões, o que nunca é fácil. No entanto, será colocado nas suas mãos o maior ativo de qualquer empreendimento, e isso tem potencial para tornar o seu trabalho extremamente recompensador.

Controladoria

A controladoria tem como função fiscalizar o trabalho dos contadores em empresas, assim como dos gestores em geral. É uma área de atuação restrita a grandes organizações e setores públicos.

O controlador atua de modo parecido ao do gestor financeiro, e sua função é lançar um segundo olhar sobre o trabalho deste último. Assim, vai revisar contribuições tributárias, orçamentos e planejamento, assegurando-se de que não haja erros.

A controladoria é necessária justamente porque erros simples de contabilidade podem significar enormes prejuízos. Logo, dependendo do tamanho de uma empresa e, por conseguinte, da complexidade das suas contas, pode ser muito estressante e opressivo contratar apenas um profissional.

Gestor de departamento jurídico

Se, em todas as áreas que enumeramos até aqui, algum tipo de interdisciplinaridade é bem-vinda — reunindo a administração ao marketing, à gestão pública ou à contabilidade, por exemplo — na gestão de um departamento jurídico ela é obrigatória.

Esse profissional vai precisar de sólida formação no Direito, conjugando esse curso com aquilo que aprender sobre administração. Sua função é avaliar juridicamente as iniciativas da empresa, evitando que elas gerem processos judiciais por puro desconhecimento.

A legislação corporativa, principalmente no Brasil, é bastante complexa. Logo, é recomendável manter um departamento jurídico que saiba orientar as melhores decisões. É um cargo de muito prestígio e bons salários, mas saiba que a pressão e o volume de trabalho também crescem na mesma medida.

3. Impactos da Transformação Digital na administração

Gestores de todos os níveis e áreas foram pegos de surpresa por algo chamado Transformação Digital. Trata-se de uma revolução que começou silenciosa, e agora faz sentir todas as suas consequências nas empresas, independentemente da vontade de quem está no comando.

Ela começou virando de ponta a cabeça os setores operacionais, introduzindo novidades que otimizaram o trabalho, como computadores e outros aparatos tecnológicos. Rapidamente, todo o lastro das organizações foi transferido para o mundo digital.

Em um segundo momento, a própria lógica de trabalho foi afetada, e hoje todos os ramos pautam suas decisões por números, já que as plataformas digitais conseguem medir tudo. A Transformação Digital se ancora em 3 pilares principais:

  • Empoderamento dos colaboradores — autonomia, senso prático e espírito de liderança são qualidades indispensáveis aos funcionários das novas organizações;
  • Cultura digital — não há mais a necessidade de dependermos de mídias analógicas, o que modifica as relações de trabalho, facilitando o home office ou o trabalho a distância, por exemplo;
  • Ressignificação da tecnologia — ou seja, não é mais o desenvolvimento do negócio que pauta a evolução tecnológica, mas a evolução da tecnologia que dita caminhos para empresas.

Além disso, o ambiente de trabalho se tornou mais dinâmico, e a otimização constante dos processos produtivos e laborais substituiu a lógica antiga, de procedimentos arraigados. Hoje, a busca de melhorias é um comportamento constante.

A Transformação Digital e a Indústria 4.0

Correlata à Transformação Digital está a Indústria 4.0. Ela utiliza os 3 pilares da Transformação Digital que mencionamos como base para aprimorar os processos de manufatura.

Assim, são criadas fábricas inteligentes, muitas vezes capazes de se autogerir. Nesse contexto, a função do administrador sofre muitas mudanças.

Ele deve se adaptar às novidades introduzidas nos últimos anos: a Realidade Virtual, o uso da Inteligência Artificial nas fábricas, os Big Data Analytics (análise de quantidades assustadoras de dados feitas por plataformas digitais), segurança da informação e outras.

Como administrador de empresas, você vai chegar a um mercado reconfigurado. Se não souber lidar com a quantidade de estímulos tecnológicos gerada diariamente, pode ter dificuldades de se adaptar.

Em alguns casos, pode ser que o desafio seja outro: lidar com colaboradores antigos, que sofrem para se adaptar à Transformação Digital. Essa dificuldade é mais comum em cargos públicos, que tentem a incentivar a solidificação de procedimentos e engessar a conduta dos funcionários.

4. Como escolher uma especialização 

Exatamente pela natureza abrangente e geral do curso de Administração de Empresas, o melhor desempenho dessa função requer do aluno que continue estudando depois da graduação.

Assim, ele vai se preparar para lidar com a multidisciplinaridade dessa área, que estabelece conexões com a Contabilidade, o Direito, a Gestão Pública, o Marketing e outros campos práticos do conhecimento, conforme o caso. Assim, cursos de pós-graduação são indispensáveis.

Dentre essas opções, as melhores para quem pretende capacitar-se rapidamente são os MBAs, modelos de pós mais rápidos e aplicados ao mundo dos negócios. Com a ajuda deles, fica mais fácil evitar que a abrangência do curso de Administração faça de você um profissional excessivamente genérico.

Você deve considerar tanto especializações na própria área da Administração quanto em outras áreas. A melhor forma de organizá-las depende dos seus planos e da carreira que vislumbra para daqui a alguns anos.

Uma coisa, no entanto, é fato: se escolher uma das inúmeras possibilidades que descrevemos neste artigo, não vão faltar opções para você se expressar profissionalmente, aplicando suas aptidões e talentos em algo que seja a sua cara. Tudo isso graças à versatilidade da formação nas áreas da Administração.

Não deixe de conferir, também, o nosso artigo sobre as opções de pós-graduação lato sensu. Nele, explicamos tudo que você precisa saber sobre essa modalidade e mostramos se ela é mesmo a ideal para o seu caso!

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