A Saúde da Mulher e sua importância

15/10/2020

A atenção à saúde da mulher tem uma grande importância para a sociedade. A orientação, assistência e recuperação em todos os ciclos da vida é muito necessária para a garantia deste direito essencial de todas as cidadãs.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimentos, consultas e medicamentos de forma gratuita para as mulheres de todas as idades.

O acesso à informação sobre isso é extremamente importante. Então, preparamos um texto sobre a saúde feminina com detalhes sobre o assunto para você ficar por dentro:

Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher

A Política Nacional de Atenção à Saúde da Mulher (PNAISM) foi elaborada em 2004. Ela foi criada pela necessidade de ter diretrizes para orientação das políticas para mulheres e teve como base o Programa de Atenção Integral de Saúde da Mulher (PAISM), criado em 1984.

A Política foi criada a partir da necessidade de dar atenção e incluir grupos que não estavam nas diretrizes do país, como: mulheres negras, trabalhadoras rurais, lésbicas, presidiárias, indígenas, adolescentes, mulheres com deficiência e a participação nas discussões sobre saúde da mulher e meio ambiente.

Antigamente, a assistência a mulher era restringida apenas “a saúde materna ou a ausência de enfermidade associada ao processo de reprodução biológica”. Com o aumento dos debates sobre os direitos e a participação dos movimentos sociais e das mulheres, em especial o movimento feminista, as diretrizes evoluíram e melhoraram.

A nova Política também trouxe a necessidade de reorganizar ações definidas no PAISM, como: planejamento familiar, assistência ao climatério (período de transição entre a fase reprodutiva e não reprodutiva), informação sobre doenças sexualmente transmissíveis, atenção obstétrica humanizada, prevenção do câncer do colo uterino e de mama, saúde mental, entre outros.

Objetivos da PNAISM

A PNAISM foi um avanço e ampliou as ações relevantes da saúde da população feminina.

De acordo com o Ministério da Saúde, os objetivos da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher são:

– Promover a melhoria das condições de vida e saúde das mulheres brasileiras, mediante a garantia de direitos legalmente constituídos e ampliação do acesso aos meios e serviços de promoção, prevenção, assistência e recuperação da saúde em todo território brasileiro;

– Contribuir para a redução da morbidade e mortalidade feminina no Brasil, especialmente por causas evitáveis, em todos os ciclos de vida e nos diversos grupos populacionais, sem discriminação de qualquer espécie;

– Ampliar, qualificar e humanizar a atenção integral à saúde da mulher do Sistema Único de Saúde (SUS).

Consulta com ginecologista

Uma pesquisa realizada pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), em novembro de 2018, entrevistou 1.089 mulheres (a partir de 16 anos), em todo o país, distribuídas em 129 municípios de forma a representar as regiões geográficas do país.

A pesquisa constatou que aproximadamente nove de cada dez brasileiras costumam ir ao ginecologista, principalmente as que utilizam atendimento particular ou convênio, e metade delas vai uma vez por ano.

Entre elas, quase a totalidade julga importante o acolhimento, atenção, aconselhamento, confiança, realização de exames clínicos e informações claras e suficientes durante o atendimento.

Por outro lado, 2% das mulheres não tem frequência definida, 5% nunca foram e 8% não costumam ir a ginecologista. Entre elas, as principais razões para não ir são: se consideram saudáveis, não consideram importante, tem vergonha, não gosta ou tem medo de detectar algo.

Esses últimos dados da pesquisa são preocupantes, já que é na ida ao profissional da área da ginecologia que a mulher tem o atendimento especializado.

Atendimento para saúde da mulher

Para atendimento gratuito pelo SUS, a mulher pode visitar a Unidade básica de saúde (UBS) do seu bairro, solicitar consulta com o clínico geral, realizar os exames e ter o atendimento especializado.

Esse atendimento é aconselhável desde o início da adolescência. O consultório da ginecologista é o local onde a menina receberá informações detalhadas sobre o seu corpo, informações sobre higiene, o seu ciclo menstrual, métodos contraceptivos e poderá tirar todas as suas dúvidas sobre sua saúde. Além de tomar vacinas específicas, como a vacina contra o HPV e ter informações sobre seu planejamento reprodutivo.

Vida sexual e planejamento familiar

A sexualidade da mulher também é um assunto muito importante e requer uma atenção especial. Para uma prática sexual saudável e livre, quanto mais informações de especialistas a menina receber, mais ela estará segura e preparada.

Sobre esse assunto é necessário abordarmos também a gravidez na adolescência, que é considerado um problema de saúde pública, já que interfere diretamente no futuro da mulher e de sua família. 

Por isso, o planejamento reprodutivo é essencial. Com acesso à informação, a mulher pode se prevenir e escolher se terá ou não filhos e em que momento da vida vai engravidar.

Métodos de contracepção

O SUS oferece gratuitamente preservativo masculino e feminino, pílula combinada, anticoncepcional injetável mensal e trimestral, DIU, diafragma e anticoncepcional de emergência. Além da laqueadura e vasectomia, cirurgias esterilizantes que podem ser realizadas por quem não deseja ter filhos e tem mais de 25 anos ou dois filhos.

Cabe ressaltar que o preservativo feminino e masculino além de prevenirem de uma gravidez indesejada, também previnem as infecções sexualmente transmissíveis (IST), que são transmitidas pelo contato sexual com uma pessoa infectada.

Saúde mental da mulher

Além da saúde física, é necessário ter saúde mental. Acúmulo de tarefas dentro de casa, a desigualdade, relacionamentos abusivos, violência e feminicídio são realidades na sociedade e precisam de atenção, já que impactam diretamente na vida das mulheres.

Além do acompanhamento com ginecologista, o atendimento com psicólogo também é aconselhável para manter a saúde mental e a qualidade de vida da mulher. A busca pelos seus direitos e pelo autoconhecimento é sempre válida, já que promove o bem-estar e a autoestima da mulher.

Violência contra mulher

De acordo com o Ministério da Saúde, somente em 2018, foram registrados 145 mil casos de violência contra mulher no país. Neste ano também foi registrado 1 caso de agressão a mulher a cada 4 minutos, de acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo. Entre essas violências estão a agressão física, sexual, psicológica e de outros tipos.

As agressões contra as mulheres são problemas graves. E o pedido de ajuda é necessário para terminar um relacionamento abusivo que leva a violência.

Empoderamento feminino

O empoderamento das mulheres pode ser o rompimento desse ciclo de violência. Por isso é tão indicado e necessário que as mulheres falem sobre as violências que sofrem, se unam com outras mulheres e denunciem seus agressores.

Com informação e união, as mulheres têm força para se ajudarem, identificarem relações abusivas, colocar limites e exigir distância de seus agressores. A lei também está junto com elas: lei Maria da Penha, de 2006, mudança na lei de estupro em 2009, lei do feminicídio, de 2015 e a lei da importunação sexual, de 2018 são exemplos que mostram isso.

O canal mais fácil e rápido para denunciar agressão é ligar para 180.

Dessa forma, sem agressão e violência, a mulher volta a ter paz, qualidade de vida e autoestima e tudo isso reflete na sua saúde.

Profissionais da área da saúde

Como citamos neste texto, todas as mulheres têm direito e necessidade de ter atendimento, assistência e recuperação de sua saúde. Pelo SUS esse atendimento é gratuito.

Médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, ginecologistas e todos os profissionais da saúde tem o papel de garantir esse acesso das mulheres em todas as fases da sua vida.

E cabe aos profissionais da área da saúde que esse atendimento seja claro, informativo, seguro e humanizado. Para isso, a atualização e especialização constante dos profissionais da área pode garantir ainda mais benefícios para as mulheres.

Cursos de especialização na área da saúde capacitam e fortalecem a promoção da saúde e do cuidado com o público feminino.

Cursos da UniBF

A Faculdade UniBF tem mais de 300 cursos de pós-graduação na área da saúde. Entre eles, curso de Fisioterapia na saúde da mulher, Enfermagem em Ginecologia e Obstetrícia, Humanização da saúde pública, Gestão da saúde pública e Assistência social e saúde pública.

Na UniBF, as pós-graduações são reconhecidas e credenciadas pelo MEC, cujo conceito da instituição é 4. É uma maneira rápida, prática e completa de se especializar, na modalidade totalmente online.

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